Proposta do PSD/A que põe em causa a liberalização do espaço aéreo dos Açores também contradiz parceiros sociais

“Consideramos que é inaceitável a proposta do PSD/Açores sobre o Subsídio Social de Mobilidade. Preocupou-nos ouvir o PSD/Acores defender alterações ao modelo de Subsídio Social de Mobilidade, alterações essas que na prática ferem de morte o regime de liberalização que hoje temos, podendo, inclusive, afastar as companhias low-cost dos Açores”, afirmou Isabel Almeida Rodrigues esta terça-feira, na sequência da visita ao Porto da Casa, no Corvo.

“Na prática o PSD/A quer é que o subsídio de mobilidade deixe de ser atribuído aos cidadãos e passe a ser atribuído diretamente às companhias aéreas, ou seja, uma completa inversão do modelo atual, um regresso desatualizado à mobilidade pré-2014, que é não só o contrário do que defende a Câmara de Comércio como, inclusivamente, é contra aquilo que o próprio PSD defendia. Aliás, o próprio Dr. Mário Fortuna referiu a propósito de uma alteração, na Madeira, idêntica à que o PSD propõe para os Açores: ‘o meu receio principal é, se isto for implementado, que a Ryanair não adiram a esta solução e, no limite, decida ir embora porque a rota a funcionar assim não é competitiva’”, acrescentou a cabeça de lista do PS/Açores às eleições legislativas do próximo dia 6 de outubro.

Isabel Almeida Rodrigues considera que “o atual modelo precisa de ser aperfeiçoado, para que promova a concorrência entre as transportadoras e custando menos aos residentes e contribuintes”. Recordou, também, que “há um grupo de trabalho que está, como é público, a analisar o modelo atual e os seus resultados, de modo a que o seja possível melhorar sem colocar em causa as vantagens, que a sua implementação trouxe para a mobilidade dos Açorianos”.

“Causa, por isso, estranheza e perplexidade que o PSD/Açores queira, agora, introduzir alterações que na prática acabam com o modelo de liberalização tal como existe”, condenou a candidata.