“O que foi definido em relação ao Porto da Praia da Vitória está a ser cumprido”, afirma Lara Martinho

“Quem fala em porto esquecido ou porto abandonado ou, até, em porto que não aproveita fundos estruturais para o seu desenvolvimento, só o poderá fazer por profunda falta de conhecimento, o que a um deputado da República não devia ser permitido ou aceitável”, disse esta segunda-feira Lara Martinho, em resposta às afirmações de António Ventura, do PSD/A, relativamente ao Porto da Praia da Vitória, na ilha Terceira.

A candidata do PS/Açores às eleições legislativas de 06 de outubro relembra que “o que foi definido está a ser cumprido e que o plano Junker é uma linha de financiamento reembolsável, para investimentos estruturantes, não fundos comunitários a fundo perdido.”

“A candidatura depende da concessão do porto a privados, ou seja, trata-se de um investimento privado por concessão e é nesse contexto, após concessão, que aparece o financiamento do plano Junker e os 77 milhões referidos por António Ventura”, explica a atual deputada à Assembleia da República.

Lara Martinho recorda que, “no âmbito do programa COMPETE 2020, neste momento, e a par do investimento nas infraestruturas de apoio a toda a atividade portuária, está em curso uma candidatura de cerca de 10 milhões de euros, onde se inclui a aquisição de vários equipamentos portuárias, entre os quais se destaca a nova grua portuária no valor de 3,4 milhões de euros.”

“Relativamente ao Terminal de Transshipment de Contentores do Porto da Praia da Vitória, foram elaborados estudos técnicos, estando já implementada e em curso a política de promoção e divulgação do potencial daquela infraestrutura para um projeto internacional”, adianta a candidata socialista, lembrando que “o estudo de impacto ambiental teve parecer positivo e já se iniciou a fase de elaboração do caderno de encargos, com a Câmara de Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo a ser parceira privilegiada e a acompanhar todo o processo.”

Lara Martinho adianta que, “no que diz respeito ao abastecimento de navios a gás natural liquefeito (GNL), a Portos dos Açores está na liderança deste processo, a par de outras entidades europeias, sendo que a sua implementação só deve acontecer quando for determinado internacionalmente como combustível alternativo, o que ainda não acontece.”

“Dizer que a infraestrutura está abandonada é lamentável, porque revela que o candidato social-democrata fala do que não conhece e não sabe do que fala”, conclui a socialista Lara Martinho.

Registamos ainda ser curioso que a rapidez na crítica e a estridência ruidosa e inconsequente que o PSD/A hoje revela, contrastam estrondosamente com a total ausência de projetos e com o silêncio ensurdecedor do PSD e dos seus deputados relativamente à Terceira durante os longos 4 anos e meio de má memória em que PSD foi governo na República.