Isabel Almeida Rodrigues acusa PSD/A de exercício de “irresponsável desinformação”

A candidata do PS/Açores às eleições Legislativas Nacionais do próximo dia 6 de outubro, reagiu hoje, em entrevista à Rádio Clube de Angra, às declarações do candidato do PSD sobre a entrevista do Primeiro Ministro ao Diário de Notícias da Madeira.

Em causa estão as declarações de António Costa em relação ao subsídio social de mobilidade entre o continente e as Regiões Autónomas.

“O que o senhor Primeiro Ministro sinaliza é um problema que está de facto identificado e sobre o qual, naturalmente, é preciso agir e tomar medidas. Há um Grupo de Trabalho, [na Assembleia da República] que está a tratar esta matéria e que em devido tempo apresentará os seus resultados”, esclareceu Isabel Almeida Rodrigues.

A candidata repudiou as declarações hoje proferidas por Paulo Moniz, cabeça de lista do PSD/A às legislativas nacionais, nas quais acusava António Costa de pretender ‘acabar com o subsídio social de mobilidade para os açorianos’:

“O que não se pode fazer é aquilo que o PSD fez hoje, que é criar alarmismo e deturpar completamente as declarações do senhor Primeiro Ministro, isso não é informar e não é esclarecer as pessoas”.

Em relação a este assunto, Isabel Almeida Rodrigues reitera a posição do Partido Socialista dos Açores: “é importante que o modelo se aperfeiçoe, que se ultrapassem os constrangimentos que foram identificados, que se introduzam as melhorias e as alterações que se entenderem necessárias sem colocar em causa este principio fundamental da mobilidade e das acessibilidades aéreas”.

A cabeça de lista do PS/Açores às legislativas nacionais realçou a importância da implementação deste modelo de mobilidade: “  O que é verdadeiramente importante foi a introdução deste modelo – proposto pelo Governo dos Açores em 2011, cujo anterior Governo da República do PSD manteve na gaveta durante, sensivelmente, três anos – porque este modelo permitiu atingir níveis de mobilidade e uma qualidade nas acessibilidades que nunca antes tínhamos conhecido”.

“Este é um princípio que não pode estar em causa, aliás, como o senhor Presidente do Governo dos Açores também disse hoje, aquando da sua pronúncia sobre este assunto, alterar-se-á o que tiver de ser alterado, mas há linhas vermelhas. E a linha vermelha é, naturalmente, não pôr em causa aquilo que foi conquistado até agora pelos Açorianos”, concluiu Isabel Almeida Rodrigues.