“A Autonomia não serve para substituir a República”, avisa João Castro

João Castro defende que “a Autonomia não serve para substituir a República”, mas sim “para gerir melhor os recursos face a um reconhecimento das nossas especificidades”. O candidato do PS/Açores às eleições legislativas do próximo dia 06 de outubro, que discursava no comício realizado esta terça-feira no Faial, referia-se à ampliação do aeroporto da Horta, rejeitada pelo Governo do PSD.

“Há quatro anos, Passos Coelho deitou por terra anos de negociações quando disse, no Salão Nobre – não foi em qualquer sítio do País, foi no Salão Nobre da Câmara Municipal da Horta -, que essa não era uma prioridade”. Nessa altura, recordou João Castro, o PSD local, “para poder sair à rua”, veio exigir que fosse a Região a fazer a obra, “como se fosse possível, o Governo dos Açores executar uma competência da República, contra a vontade de um primeiro-ministro, num equipamento que era propriedade dessa mesma república”.

João Castro sublinhou que a ampliação do aeroporto da Horta foi “uma questão essencial para os deputados eleitos pelos Açores” que, há quatro anos, tiveram que recomeçar do zero, trazendo aos Açores a Comissão de Economia da Assembleia da República e reunindo com a ANA. Agora, “nunca estivemos tão perto”, assegurou o ainda deputado do PS/Açores, recordando que no último plenário foi aprovado o Relatório do Plano Nacional de Investimentos que, por sugestão dos deputados Açorianos, inclui “a ampliação do aeroporto da Horta”.

Para o candidato do PS/Açores, o Governo de António demonstrou que era possível fazer diferente, fazer melhor e a título de exemplo, referiu “a intervenção de melhoria na Cadeia da Horta, que antes se dizia que era para encerrar” e caso do “Observatório do Atlântico que foi alvo de uma resolução do Conselho de Ministros, assegurando a sua instalação na ilha do Faial”.

“Foram significativos os progressos do alcançados nos Açores”, garantiu João Castro, referindo-se aos últimos quatro anos de governação socialista na República: “Os Açores passaram a acompanhar a política nacional relacionada com a Região; Aumentaram os apoios sociais na majoração de 2% na proteção social na maternidade, parentalidade e adoção; Asseguramos o cumprimento da Lei de Finanças Regionais que antes não era cumprida; Pela primeira vez os Açores passaram a ter receitas dos jogos sociais a que tinham direito; Pela primeira vez o transporte interilhas passou a ser comparticipado na Região – já o era na Madeira há muitos anos…”

Ainda durante a sua intervenção, João Castro, sublinhou a “obra feita nos últimos quatro anos”, uma obra que alguns disseram ser “impossível” de concretizar, como por exemplo: “Devolver rendimentos; Aumentar o Salário Mínimo; Reduzir a divida com contas certas; credibilizar o País no exterior; Criar mais 350 mil empregos; Aumentar o investimento; Baixar a taxa de desemprego; Aumentar o crescimento e convergir com a Europa”.